Disfunção Erétil (Impotência Sexual)

estudo Urodinâmico
Estudo Urodinâmico
17 de outubro de 2019
câncer de rim
Câncer de Rim
17 de outubro de 2019

Disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção peniana adequada para que ocorra a penetração vaginal. É um distúrbio orgânico comum que afeta de maneira importante muitos homens e suas parceiras, acometendo cerca de 30 milhões de americanos, sendo motivo de 400.000 consultas e/ou procedimentos por ano nos Estados Unidos. Parece estar relacionada com os grupos etários, pois afeta 1,9% dos homens com 25 anos, 39% dos que se encontram na faixa dos 40 anos e ultrapassa os 50% dos que já atingiram os 70 anos de idade. A disfunção erétil pode ser dividida em seis categorias, de acordo com sua causa principal:

Psicogênica: de origem emocional. Por exemplo: nervosismo e estresse.

Hormonal: quando há desequilíbrios hormonais. Por exemplo: níveis elevados de prolactina (hormônio produzido na hipófise, situada no cérebro e relacionado com a produção de leite na mulher) e níveis baixos de testosterona (hormônio sexual masculino).

Neurogênica: devido a distúrbio do sistema nervoso central ou nervos periféricos. Por exemplo: alcoolismo, diabetes, trauma raquimedular e esclerose múltipla.

Arterial: quando o problema está nas artérias que irrigam o pênis. Por exemplo: arterioesclerose, traumatismo pélvico.

Disfunção veno-oclusiva (cavernosa): quando o problema está no sistema venoso de drenagem sanguínea do pênis. Por exemplo: trombose da veia peniana.

Farmacológica: em decorrência do uso de substâncias medicamentosas como diuréticos, tranquilizantes, anti-hipertensivos, antidepressivos, corticosteróides, estrógeno, progesterona, tabaco, anfetaminas, opiáceos e cocaína.

Dentre os fatores de risco que estão envolvidos no desenvolvimento da impotência sexual temos: a diabetes, o tabagismo, o etilismo, antecedente de doença arteriosclerótica coronariana e cirurgias pélvicas.

Existem vários testes diagnósticos que ajudam o médico urologista a decidir, juntamente com o paciente, o melhor tratamento a ser utilizado. Contudo esses testes, em sua maioria, ainda carecem de padronização consistente, sendo fundamental que o paciente vença os tabus que cercam a disfunção sexual em nossa cultura e procure passar ao urologista todas as informações a respeito do que está sentindo, tanto emocional quanto fisicamente.

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Tratamentos disponíveis para Disfunção Erétil:

Vacuoterapia:

Não apresenta um índice de satisfação aceitável, com apenas 55% dos casais americanos considerando o método adequado, e tendo como desvantagem o fato de que a ereção não deve se prolongar por mais de trinta minutos.

 

Auto-injeção intracavernosa de drogas vasoativas:

Papaverina – atualmente sua utilização isolada foi abolida devido às complicações que pode causar, sendo a mais temível a fibrose dos corpos cavernosos ou o priapismo, levando a uma lesão irreversível do órgão eretor.

Prostaglandina E1 (PGE1) – bastante eficiente, com sucesso em 79% dos casos, independentemente da causa que levou à disfunção sexual. O efeito colateral mais importante é a dor no local da aplicação e que ocorre em 40% dos pacientes.

Associação da PGE1, fentolamina e papaverina – permite a utilização de doses muito pequenas de cada droga, com sucesso superior a 95% dos casos de impotência de qualquer etiologia. É praticamente isenta de efeitos colaterais e não causa dor peniana. Raramente ocasiona priapismo.

 

Implante de prótese:

Semi-rígidas – 98% de sucesso (a mais usada no Brasil).

Infláveis – 97% de sucesso (devido ao alto custo é raro seu uso no Brasil).

A complicação mais importante do uso de próteses é a infecção, que pode ocorrer em 3 a 10% dos casos

 

Tratamento oral para Disfunção Erétil:

Sildenafil – vasodilatador, inibidor da 5 – fosfodiesterase, enzima presente no corpo cavernoso do pênis e que está envolvida no mecanismo de ereção. Necessita ser administrado 1 hora antes da relação sexual. Promove sérios efeitos colaterais em pacientes cardíacos que usam vasodilatadores do tipo nitratos. Apresenta 76% de sucesso no tratamento da disfunção erétil de diferentes etiologias.

Fentolamina – bloqueador alfa-1 e alfa-2 adrenérgico do sistema nervoso simpático que também está envolvido no mecanismo da ereção peniana. Deve ser administrado 30 minutos antes da relação sexual, tendo como único efeito colateral a congestão nasal, apresentando 66% de sucesso. Apesar de estar à venda no Brasil, ainda não foi aprovado pelo F.D.A. nos Estados Unidos, onde permanece sob investigação científica.

Salientamos que as informações acima estão bastante resumidas para facilitar a compreensão. Assim, caso haja alguma dúvida, entre em contato conosco e não se esqueça que o urologista é o especialista que pode orientá-lo da melhor maneira.

 

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