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Pedra nos rins pode voltar?
20 de julho de 2026
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A investigação da próstata evoluiu. Hoje, ela vai muito além do exame de toque retal

Durante muito tempo, a avaliação da próstata ficou associada quase exclusivamente ao toque retal. Essa ideia ainda faz com que muitos homens adiem o acompanhamento urológico por medo ou receio do exame.

Na prática, porém, a investigação da próstata é muito mais completa e individualizada do que era há alguns anos.

Hoje, diferentes exames podem ser utilizados em conjunto para avaliar a saúde prostática, permitindo uma investigação mais precisa e segura.

Veja o vídeo que publiquei no Instagram sobre esse assunto:

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O PSA é um dos primeiros passos da investigação

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é um exame de sangue que funciona como um importante sinal de alerta.

Quando seus níveis apresentam alterações, o resultado não confirma, por si só, a presença de câncer de próstata. Ele apenas indica que existe a necessidade de uma investigação mais detalhada.

Além do câncer, outras condições, como inflamações e o aumento benigno da próstata, também podem provocar alterações no PSA.

Por isso, esse exame sempre deve ser interpretado junto à avaliação clínica realizada pelo urologista.

A ressonância magnética trouxe mais precisão para a avaliação

Outro recurso importante é a ressonância magnética da próstata.

Esse exame permite visualizar a glândula com muito mais detalhes, identificando áreas que merecem uma investigação complementar e contribuindo para uma avaliação mais precisa quando existe suspeita de alguma alteração.

Nos últimos anos, a ressonância passou a desempenhar um papel importante na investigação de muitos pacientes, auxiliando na definição dos próximos passos.

O toque retal continua tendo sua importância

Embora a investigação tenha evoluído, isso não significa que o toque retal tenha deixado de ser utilizado.

O exame continua sendo uma ferramenta importante porque permite avaliar características da próstata que nenhum exame de sangue consegue demonstrar.

Além disso, alguns tumores mais agressivos podem ser identificados durante o toque retal mesmo quando o PSA não apresenta alterações significativas.

Por isso, ele continua fazendo parte da avaliação em muitos casos, sempre de acordo com a indicação médica.

Quando a biópsia é necessária?

Se, após a avaliação clínica e os exames complementares, existir suspeita de uma alteração na próstata, o urologista pode indicar a realização da biópsia.

Esse é o exame responsável por confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer de próstata.

A indicação da biópsia não acontece para todos os pacientes. Ela depende do conjunto de informações obtidas durante toda a investigação.

O mais importante é uma avaliação individualizada

Cada paciente possui idade, histórico familiar, fatores de risco e características próprias.

Por isso, atualmente a investigação da próstata não depende de um único exame, mas da combinação de diferentes informações para oferecer um diagnóstico mais preciso e definir a melhor estratégia para cada caso.

Se você tem mais de 50 anosou mais de 45 anos e possui histórico familiar de câncer de próstata, converse com um urologista sobre o acompanhamento mais adequado para você.

A prevenção continua sendo uma das principais aliadas da saúde masculina.